mercoledì 29 aprile 2009

Fome e vícios- Escrava do Prazer





Tenho fome
da tua carne...
Tenho sede
do teu gozo

Só você me sacia plenamente
Em todos os sentidos e formas

Tenho medo
Dos teus vícios
Tenho ganas
De te devorar

Atiça meus instintos profanos
Em incontáveis ciclos ...

Enfeitiça !
Domina !
Impõe!
Redenção!

No espelho partido que reflete nossas almas
A eternidade não é mais que um instante

Te adoro em silencio
Submissa, dócil
Indecente delírio
Escrava mulher

E que me importa os conceitos se nosso leito
desconhece pudores e limites!

Meu dono e senhor...
Somos pecado e gula
Doce e amargo
Fio cortante e aconchego.

Toma minha alma de um só gole... Brinca com a agonia
A lingua chicote fustigando o cio em gozos ... Perdição.

lunedì 27 aprile 2009

Streep - Tease




Un momento sensuale. Attesa...
Pura esibizione a mosse prestabilite.
Tacco a spillo, decolté feticcio
Piedi, talloni, polpacci
Cuoio, seta... Transparenze
Spalle e colli piegati
Calze di seta nera
Pelle d' oca,seni provocanti
Cinta elastica rossa
Per un filo...Fianchi perfetti
Collana di perle tra le dita
Il sudore scorre lungo la scollatura
Ruotandosi di spalle lentamente
Si spoglia, nasconde il vestito
Sorriso invitante: gambe e cosce
Ondeggiamento, musica e cadenzata
Sorprese, capelli sciolti
Guepiere sfida
Pube e sesso
Lacci, funicelle e nastri
Concedersi
Libertà
Insomma!

domenica 26 aprile 2009

Bonecas Macabras- Giselle Sato


----O PACTO ----



Na porta da casa, conferiu o endereço mais uma vez. Coragem para entrar era outro assunto. Duas mulheres saíram rindo, uma delas deixou o portão aberto:- Tem hora marcada? Pode entrar...

- Vocês gostaram da consulta?

- Claro, ela é ótima.

A moça atravessou o portão, encontrou a porta aberta e sentou-se no sofá. Tudo muito humilde, nada diferente das outras casas: - Pode entrar, estou aguardando.
O som da voz vinha do quartinho, chegou devagar, espiou pelo batente e viu a mulher sentada. Apenas a toalha branca e outra cadeira:- Por favor, sente-se. Como vai?

- Nada bem, estou péssima.

- Fique tranqüila, quero apenas que segure minhas mãos. Está muito nervosa, tente se acalmar para que eu possa trabalhar.

Um altar simples, apenas uma cruz de madeira e incenso. Flores de plástico e muitas bonecas. Todas vestidas de noiva. Nos mais variados modelos, cores e tamanhos. Praticamente , todo o espaço estava tomado, eram como mil olhos de vidro observassem. Vigiando a cada movimento.
Percebeu que a mulher era cega, os olhos azulados como cristal, pareciam duas contas claras. A vidente falava com tranqüilidade:

-Não ligue para elas, são presentes de moças satisfeitas. Sou apaixonada por minhas noivinhas.

- Elas são assustadoras. Parecem de verdade.

- Menina, você não esperava por essa! Seu noivo foi embora, deu um chute no seu dinheiro e nas suas grosserias.

- É verdade, Pedro me chamou de bruxa, disse que eu ia destruir a vida dele. Meu vestido está pronto e os convites já foram distribuídos. Não aceito esta humilhação. Faltam vinte dias para o casamento, ele não pode fazer isto comigo.

- Então é mais o orgulho ferido que amor...

- Não interessa, fui à igreja procurar ajuda. Ia pedir ao padre que intercedesse. Uma moça me entregou seu cartão. Disse que você podia ajudar. Eu pensei... não tenho mais nada a perder...

- Muito bem...mas preciso esclarecer alguns pontos: Não há como quebrar o feitiço e seu caso não vai levar nem três dias.

- Jura? Não desmarquei nada, minha família nem imagina que brigamos.

- A menina precisa aprender a controlar o mau gênio.

- Eu pago o dobro , se garantir que dará resultado.

- Não é questão de dinheiro. Preste muita atenção: Você é responsável por seu destino. Tem certeza que é isto que deseja?

- Faça o que tem que ser feito. Pode deixar, sei muito bem o que eu quero.

Maria Amélia saiu da casinha enojada. Não tinha se dado conta que a noite havia passado. O cheiro forte do incenso, a cara da cega, tudo parecia surreal e confuso. Sentiu-se uma idiota desesperada, caminhando apressada pelas ruas da periferia. Fez sinal para um táxi, queria sair daquele lugar e esquecer o que havia feito.



---BONEQUINHA---


Naquela noite, teve pesadelos horríveis com as cenas do ritual. Os momentos voltavam como uma tortura, acordou aos gritos. A mãe e as irmãs cercavam de cuidados:

- O que aconteceu? Está banhada em suor, que ferimento é este na sua mão?

- Não é nada, arranhei com a faca de pão. Já disse que não gosto daquela faquinha velha. Podem ir dormir, estou bem, saiam daqui. ..Me deixem em paz.

Conhecendo o humor da moça, a família achou melhor obedecer e não perguntar mais nada. No dia seguinte, Maria Amélia estava pálida e com aspecto cansado. Não houve comentários, cada qual tomou seu rumo e a moça resolveu tirar o dia de folga.
A mão estava inchada e vermelha. Precisava limpar o machucado, faria isto mais tarde, estava cansada. O talho fundo, serviu para fortalecer a magia. Um pequeno sacrifício feito com prazer. A dor era como um lembrete e ela queria ver o resultado.
Estava cochilando no sofá, Pedro entrou de mansinho. Parecia assustado, com medo da reação da noiva:

- Amelinha. Está com uma carinha cansada. Sua mãe disse que está doente.

- Me poupe da conversa fiada. O que quer?

- Puxa Amelinha, vim pedir desculpas. Estava com a cabeça quente, nervoso com as despesas do casamento.

- Não entendo sua preocupação, meu pai está pagando tudo.

- Não precisa humilhar assim.

- Agora é tarde, já cancelei tudo e não tem jeito. Esqueceu que me chamou de bruxa?

- Mas meu amor, eu estou arrependido. Você sabe que eu sempre gostei de você.

- Sinto muito. Você para mim, morreu. Morreu!

- Pois que seja, não sei porque estou aqui. Estava trabalhando e larguei tudo feito um doido.

- Daqui a pouco, vai perder o emprego. Deixe meu pai saber o que você aprontou.

- Não faça isto Amelinha, sou arrimo de família.

- Você jogou a sorte pela janela. Nunca vai ser nada na vida, este casamento era sua grande chance.

Maria Amélia estava felicíssima, em menos de 24 horas havia dado resultado. Agora ela queria fazer o noivo rastejar, implorar, suplicar seu perdão...até enjoar de maltratar Pedro...
Então, estaria vingada e aceitaria reatar o noivado. Sabia que Pedro era apaixonado por ela desde menino. O corte latejava terrivelmente, ficou apertando o punho, assistindo o rapaz sair de cabeça baixa.
Minutos mais tarde, já havia esquecido o incidente e assistia TV. Enroscada no sofá, sentiu o movimento e encarou o noivo parado na sua frente:

- Saia daí, quero ver o programa.

Ele sorriu e continuou em frente ao aparelho, impedindo a visão. Amelinha então, percebeu a camisa branca empapada de sangue, na altura do peito. A mancha aumentava mais e mais.
Tentou levantar para socorrer o rapaz. Quando estava bem próxima, estendeu a mão e não havia nada. Pedro havia desaparecido. Sentiu um mau pressentimento, tentou o celular de Pedro:

- Pai? O que está fazendo com o celular do Pedro? O que está acontecendo?

Amelinha desabou na cadeira. A firma havia sido assaltada e Pedro reagiu. Morto.
Ele havia morrido e todo o trabalho estava perdido. Sentiu vontade de voltar à casa da vidente e reclamar. Sentiu raiva de tudo e todos. Principalmente do morto, este sim, o maior culpado.

Trancada no quarto, livrou-se do enterro e da família. Enquanto todos respeitavam seu silêncio, Amelinha deitada no escuro, amaldiçoava a vida. Começou a sentir fortes dores nas articulações. O corpo inteiro formigava e o cansaço não permitia que saísse da cama.
Naquela mesma noite, sentiu que não estava sozinha. Viu o noivo encostado na penteadeira. A mesma roupa ensangüentada, o ar perdido e triste:- O que quer? Você está morto, vá assombrar sua mãe.

Pedro riu e andou até a cabeceira da cama. Amelinha notou que ele tinha os olhos azulados. Vítreos. Pediu mais uma vez que ele fosse embora:- Patético. Até morto é patético. Pra que foi bancar o herói? Agora virou fantasma.

- Fiz de propósito. Minha mãe vai receber meu seguro de vida. Ia perder o emprego, esqueceu?

- Eu estava brincando, queria te fazer sofrer... ia reatar o casamento.

Completamente transtornada, começou a rir. À princípio eram risadinhas de deboche, depois, o riso tornou-se incontrolável. Não conseguia relaxar os músculos faciais. O molar doía, a ponto das gargalhadas, transformarem-se em pura agonia.
Amelinha desmaiou de dor, perdia a razão e não sabia o que fazer. Pedro não a deixava. Era uma sombra pairando a cada respiração. Todo o corpo contraído como estive levando agulhadas.
Ela suplicava que ele a deixasse em paz. Cada aproximação do defunto, provocavam ondas de calafrios. Amelinha se debatia, queria livrar-se do algoz, mas estavam ligados. Unidos.

Precisava ter forças para voltar na vidente e pedir ajuda. A garganta começou a fechar e sentiu as mãos de Pedro em seu pescoço. Amelinha sufocava, desfalecia sem conseguir respirar.
Então ele se foi e o ar entrou em golfadas. O pulmão ardia pelo esforço. Respirar. Não queria morrer , tinha muito para viver. Cada minuto, odiava mais o noivo, ele só queria vingança. Precisava lutar e a dor era uma inimiga poderosa.
No terceiro dia, a mãe forçou um contato:- Filha, precisa comer alguma coisa. Porque está tão escuro? Vou deixar entrar um ar, precisa reagir, estamos preocupados....

- Não , esta luz dói...

Quando uma réstia de luz iluminou o quarto, a mulher tentou conter o horror. A filha estava esticada na cama, completamente retesada.
As mãos tapavam os olhos, o cheiro forte de suor impregnava tudo. Era preciso chamar o médico urgente, Amélia estava muito doente. Rangia os dentes e gemia alto:- É Pedro, ele veio me buscar.

Uma hora mais tarde, a ambulância levava a moça para o hospital. A expressão fechada do médico, era alarmante:- Ela está com tétano, o estado é muito grave. Não compreendo como deixaram passar tanto tempo sem socorro.

- Minha filha acabou de perder o noivo, trancou-se e não quis falar com ninguém. Foram apenas dois dias doutor. Como poderíamos imaginar?

Internada na UTI, Amelinha não reagiu ao tratamento e acabou falecendo. Após a cerimônia, todos lastimavam o destino de Maria Amélia. O casal faleceu com semanas de diferença. Um caso triste e tocante.

O cortejo já ia longe, quando duas mulheres, aproximaram-se do túmulo lentamente. Uma delas depositou a boneca no jazigo recém coberto. No meio das coroas de flores, a bruxinha vestida de noiva, vertia lágrimas...

mercoledì 15 aprile 2009

La Grassottella


La Grassottella

Lena era una donna grassa, bassa, pesava 130 chili e odiava diete ed esercizi. Pur essendo molto allegra e simpatica non riusciva a trovare un innamorato, da sei lunghi anni… Sola ammazzava la tristezza divorando torte, pasticcini e salatini, scatole e scatole di cioccolatini. Inframmezzava le cucchiaiate di gelato lamentandosi della sventura.

Malediceva gli stilisti che non producevano niente di sensuale nella sua taglia. Viveva procurando vestiti scollati e giovanili. La sua vita era un eterno andirivieni al supermercato. Fino a che una volta di queste conobbe il tassista Juarez, cinquanta anni ben vissuti e malato per le grassocce. Fu passione a prima vista.

Juarez la invitò in un bar, ma con il pretesto di aiutarla nella spesa finirono a letto nello stesso pomeriggio. Juarez estasiato dalla mole del seno, dal sedere generoso, cosce prosperose, si sentiva un bambino al luna-park. Delizie delle delizie. “Lenina” con la libido fuori di controllo per il lungo digiuno, non dava tregua al tassista, voleva tutto di più, senza tante frescure.

Cominciando la terza, Juarez chiedeva tregua, acqua, qualunque cosa che lo salvasse dalla maratona: - Mia figlia…ho bisogno di lavorare…vengo più tardi... continuiamo… prometto… alla mia età. “Lenina” concentrata in un bocchino “ …e se lui non ritornasse?” Pensava e baciava, morsicchiava, spingeva da una parte e dall’ altra l’ uomo, scuotendo i capelli. Sembrava una leonessa affamata. Alla fine Juarez era sfinito.

Conseguì uscire dall’ appartamento della grassottella dopo sei ore di sesso selvaggio. Sciupato, sfinito, camminando a malapena. “Lenina” esultava. Che uomo! Magro, basso e pelato. Brutto…ma un animale da letto. Juarez cominciò a far visita nell’ appartamento della grassoccia tutti i giorni. Alla fine, la grassotella con le sue perversioni era un dato di fatto. Scopavano nella scala del palazzo, nella piazzetta, nel taxi, non avevano ne ora ne luogo. La vita era tornata a sorridere. C’era soltanto un problemino: Juarez era sposato e padre di cinque figli. Il taxi non era suo, viveva stentatamente, senza neanche sapere dove sarebbe stato sepolto.

Peggio, viveva chiedendo soldi in prestito all’ amante. Per il figlio malato, medicine per la madre e mille altre cose. Il fido esaurito, la carta di credito bloccata e il libretto di risparmio senza soldi, le discussioni diventarono una caratteristica. “Lenina” decise di terminare con il tassista. L’ unico problema rimaneva la carenza di sesso. Aveva svegliato la belva selvaggia del suo intimo. Soltanto pensava a scopare, scopare e scopare.

Decise di andare a fare shopping, si rilassò guardando le vetrine, cercando nei negozi, passeggiando, mangiando qualcosa e pensando in una soluzione. Coppie abbracciate uscivano dal cinema, passeggiavano mano nella mano. Sentì la mancanza di calore nella sua vita. La sera, Juarez giunse nell’ appartamento della donna. Sospettoso:

- Stai uscendo con un’ altro? Non posso credere che mi stai mollando… Quando mi chiederai di tornare non servirà. Tu non sei altro che una grassa, obesa piena di pensieri.

- Adesso sono grassa?! Prima ero paffutella, graziosa e deliziosa. Ho incontrato si, uno sicuramente più economico che non mi chiede soldi, che non mi fa arrabbiare o mi umilia. Te lo presento!

Aprì una enorme scatola mostrando, trionfante, un immenso vibratore dell’ ultima generazione. Il tassista guardò meravigliato l’ attrezzo in pieno funzionamento:

- Mi vai a sostituire con questo?

-Calma, il suo nome è Juarez. In tuo onore. L’ ho comprato oggi, sono infervorata per provarlo. Guarda come vibra bene, meglio di te Ju!

-Non puoi farlo. E’ molta crudeltà. Dicevi che mi amavi tanto e mi abbandoni per questo coso di gomma.
-Poverino. Sto morendo di compassione. Prima che mi dimentichi: Porca è quella che ti ha messo al mondo! Va a badare i tuoi figli, va...

Tutte le notti “Lenina” gioca con il suo Juarez, silenzioso e devoto. Il cassetto del comodino traboccante di batterie. Non ha smesso di cercare il grande amore. Perlomeno si sente appagata… può scegliere con calma.



Giselle Sato (trad. Maurizio Gennari)
Tratto dal libro: “Meninas Malvadas”

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